A comissão do corretor na venda de um imóvel em São Paulo varia entre 2% e 6% do valor total da venda, sendo que a faixa mais comum é entre 4% e 5%. Esse percentual é negociável e precisa estar claro no contrato antes de colocar o imóvel no mercado.
A comissão é o pagamento que você faz ao corretor ou à imobiliária pelo trabalho de vender seu imóvel. Esse valor é calculado sobre o preço final de venda e só é devido quando a operação realmente se concretiza. Se o imóvel não vender, você não paga comissão. Simples assim.
O percentual não é tabelado por lei. Cada imobiliária negocia com o vendedor conforme a situação do imóvel, localização, urgência de venda e complexidade da operação. Um apartamento em zona de alta demanda como Vila Mariana ou Pinheiros pode ter comissão menor do que um imóvel em região menos concorrida.
Na capital paulista, a realidade de mercado mostra comissões entre 2% e 6%. Para imóveis mais baratos (até 500 mil reais), é comum encontrar comissões na faixa de 4% a 6%. Para imóveis acima de 1 milhão de reais, as imobiliárias costumam aceitar entre 2% e 4%, pois o valor absoluto da comissão já é significativo.
Você tem total liberdade para negociar. Se uma imobiliária cobra 5%, você pode tentar buscar outra com 4%. O mercado é competitivo. Mas lembre-se: uma comissão muito baixa pode desestimular o corretor a dedicar esforços na venda. Precisa haver equilíbrio.
A comissão é paga no momento do fechamento da escritura, quando o imóvel muda de mãos e o dinheiro é transferido. Isso é normal: o corretor só recebe quando a venda se materializa. Você não antecipa esse dinheiro durante o processo.
O pagamento sai do valor que você vai receber? Nem sempre. Depende do que foi acordado no contrato de intermediação. Em alguns casos, o vendedor paga a comissão diretamente à imobiliária. Em outros, ela é descontada do valor final. Tenha clareza disso antes de assinar.
Você pode não saber disso, mas frequentemente o corretor também recebe uma comissão do comprador. Se você negocia 4% de comissão total com a imobiliária, ela pode dividir isso: 2% vêm do seu lado e 2% do lado do comprador. Às vezes é 50/50, às vezes não.
Isso não aumenta a comissão total, só muda quem paga quanto. Importante: o comprador geralmente não paga na hora da venda. A forma de divisão é negociada internamente entre as imobiliárias envolvidas. Pergunte à imobiliária como funciona no seu caso.
Existem outras despesas na venda de imóvel que não são comissão. O ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bem Imóvel) varia conforme o município e fica por conta do comprador. Você precisa arcar com despesas de escritura, cartório e registro, que variam entre 1% e 2% do valor de venda.
Se o imóvel tiver financiamento, você paga para quitar junto ao banco. Se houver débitos (condomínio, IPTU atrasado), você resolve antes de fechar. A comissão do corretor é separada disso tudo. Organize-se para saber quanto vai sobrar no final.
O tempo de venda é crítico. Se o imóvel está em região com alta demanda e vende em 15 dias, a imobiliária pode aceitar 3%. Se leva 6 meses para vender um imóvel em localização menos privilegiada, a comissão tende a ser maior. Também importa se você já tem comprador interessado ou se a imobiliária precisa trabalhar do zero.
O tipo de imóvel também pesa. Apartamento de um quarto na Zona Leste vende rápido e pode ter comissão menor. Sobrado em bairro afastado com características específicas exige mais trabalho, então comissão maior é justificada. Sempre dialogue com a imobiliária sobre esses fatores antes de assinar contrato.
A comissão do corretor é seu investimento para colocar o imóvel no mercado e concretizar a venda, e merece ser negociada com inteligência e clareza desde o começo.
Sim, totalmente. A comissão é um valor acordado entre você e a imobiliária. Não há piso legal. Quanto maior a demanda pelo imóvel ou mais rápido ele vender, maiores suas chances de negociar para baixo.
Você não paga comissão nenhuma. A imobiliária só ganha quando o imóvel realmente vende. Por isso é importante escolher uma imobiliária que conhece bem o mercado e tem capilaridade em São Paulo.
Com certeza. Peça para a imobiliária colocar tudo no contrato de intermediação imobiliária: o percentual exato, se é 4% ou 5%, como será pago e de quem sai o dinheiro. Nada de acordo só verbal.
Depende muito do preço. Se seu apartamento vale 400 mil reais com comissão de 4%, você paga 16 mil reais. Se vale 800 mil com mesma comissão, são 32 mil. Por isso negocie bem essa porcentagem.
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