A parcela ideal é aquela que não ultrapassa 30% da sua renda mensal bruta, considerando também os custos extras como IPTU, condomínio e seguro. Para calcular de verdade, você precisa saber quanto ganha, quanto tem para entrada e qual é a taxa de juros do financiamento que consegue.
Você ganha 8 mil reais por mês? A parcela do financiamento não deve passar de 2.400 reais. Essa é a regra que os bancos usam e que te salva de ficar apertado. Mas atenção: esse número inclui TUDO - prestação do imóvel, IPTU, condomínio e seguro. Em São Paulo, o condomínio em um apartamento de dois quartos oscila entre 500 e 1.500 reais dependendo da região e das amenidades. O IPTU varia, mas costuma ser entre 0,5% e 1,5% do valor do imóvel por ano.
Se você ganha menos, a situação fica mais apertada. Muitos bancos exigem que a prestação não passe de 35% da renda em casos de bom histórico de crédito, mas aí você está caminhando na corda bamba. Melhor ficar nos 30% e dormir tranquilo.
Quanto maior a entrada, menor a parcela. Simples assim. Se você compra um imóvel de 500 mil reais com entrada de 50 mil (10%), financia 450 mil. Se conseguir juntar 150 mil (30%), financia só 350 mil. A diferença na parcela é brutalmente grande.
Aqui em São Paulo, a maioria dos financiamentos segue pela Caixa Econômica Federal com o Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Você pode financiar até 80% do valor do imóvel, mas quanto mais entra de próprio, melhores taxas consegue. Se tiver FGTS, use. Informa à Caixa o saldo disponível e desconta direto da entrada - é dinheiro seu mesmo.
A taxa de juros no financiamento imobiliário varia conforme seu perfil, do banco e das condições econômicas do momento. Parece pouco, mas muda bastante a parcela.
Por isso negocie bem com o banco - melhora seu score de crédito, apresente bom fluxo de caixa, mantenha contas ativas. Use as simuladoras dos próprios bancos para ver o impacto real das taxas.
Vamos trabalhar com um exemplo de quem quer comprar em São Paulo. Você ganha 10 mil reais por mês, conseguiu juntar 150 mil de entrada, encontrou um imóvel por 600 mil reais. Vai financiar 450 mil reais em 30 anos.
Use as simuladoras que os próprios bancos disponibilizam online. Coloque o valor do imóvel, sua entrada, o prazo que quer (20, 25 ou 30 anos) e veja a parcela. Depois calcule os extras (IPTU, condomínio, seguro) e pronto - você tem a resposta real para seu caso.
Além da parcela do financiamento, existem despesas que aparecem na hora de comprar e depois todo mês. O ITBI varia conforme o município - consulte a prefeitura de sua cidade para saber a alíquota. Tem taxa de avaliação do imóvel (alguns bancos cobram), taxa de análise de crédito, seguro obrigatório da casa.
Depois de pronto, todo mês saem o IPTU, o condomínio, o seguro do imóvel, água e energia. Isso tudo entra na conta de quanto realmente sai do seu bolso por mês. Muita gente calcula só a parcela e depois leva um susto quando vê o condomínio de mil reais em um edifício maior. Pesquise antes qual é o condomínio do imóvel específico que você quer.
Encontrou aquele apartamento lindo e já está pensando em se mudar? Para. Antes de qualquer ação, fale com um gerente de banco e simule o financiamento. Leve comprovante de renda dos últimos meses, mostre seu CPF e histórico de crédito. O banco vai te dizer quanto você consegue financiar e em quais condições.
Isso te poupa de muita frustração. Você descobre logo se está na faixa certa, se precisa de mais entrada ou se aquele imóvel é viável para seu orçamento.
Calcule sua parcela ideal como 30% da sua renda, some todos os custos mensais (IPTU, condomínio, seguro), simule com o banco antes de se apaixonar por um imóvel e você não terá surpresas ruins.
Sim, acontece. Os bancos analisam não só a renda como também seu histórico de crédito, se tem outras dívidas ativas, se trabalha com carteira assinada ou é autônomo. Autônomos e MEIs costumam ter mais dificuldade e podem precisar de maiores entradas. Melhore seu score de crédito antes de solicitar o financiamento.
Depende. Se você tem uma boa aplicação financeira rendendo mais que a taxa de juros do financiamento, talvez seja melhor financiar mais e deixar o dinheiro aplicado. Mas a maioria das pessoas dorme melhor com parcela menor, então uma entrada entre 20% e 30% é um bom ponto de equilíbrio.
Quanto mais curto o prazo, menor o total de juros que você paga. Mas a parcela fica mais alta no mês. Calcule o que cabe no seu bolso e negocie o prazo que não apertar seu orçamento.
Pode e deve. A maioria dos financiamentos permite amortização extraordinária sem multa. Se sua carreira deslanchar ou receber um bônus, jogue contra o financiamento. Reduz bastante o tempo total e os juros pagos.
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