Primeiro imóvel

Quanto de entrada preciso para comprar um apartamento em São Paulo?

14/07/2026 · Portioli Reis Imoveis

A entrada para comprar um apartamento em São Paulo varia entre 20% e 30% do valor do imóvel na maioria dos casos, mas você pode começar com menos se tiver acesso a linhas de financiamento como FGTS ou programas habitacionais. O restante pode ser financiado através de um empréstimo imobiliário junto aos bancos, que analisam sua renda e capacidade de pagamento.

A entrada padrão do mercado imobiliario de Sao Paulo

Quando você vai comprar um apartamento aqui em São Paulo, o mercado trabalha com uma entrada que gira em torno de 20% a 30% do valor total do imóvel. Isso significa que se você quer comprar um apartamento de R$ 500 mil, precisa ter entre R$ 100 mil e R$ 150 mil para dar como entrada. O resto você financia com o banco em um prazo que depende da sua idade e da política de cada instituição financeira.

Essa proporção não é uma regra rígida, mas é o que bancos e construtoras esperam encontrar. Quanto maior a entrada que você der, menores são os juros que você paga e mais fácil fica aprovar o financiamento. Se você tem 30%, 40% ou até 50% de entrada, o banco praticamente não coloca empecilho.

FGTS: seu aliado para reduzir a entrada

Se você trabalha com carteira assinada ou é contribuinte do INSS, o FGTS é uma forma legal de reduzir bastante a entrada. Você pode usar saldo do FGTS para abater na entrada ou até para pagar parte das prestações do financiamento. Muita gente aqui em São Paulo não sabe que consegue sacar o FGTS para compra de imóvel, e isso pode significar 10, 15, 20 mil reais a menos que você precisa ter no bolso.

O procedimento é simples: você verifica seu saldo, faz a solicitação na Caixa Econômica Federal, e o dinheiro vai direto para a conta que você indicar. Isso não substitui completamente a entrada, mas reduz o impacto. Se você tem R$ 30 mil de FGTS e precisa de uma entrada de R$ 100 mil, você já sai com R$ 70 mil de responsabilidade.

SFH versus entrada menor: conheça suas opções

O Sistema Financeiro da Habitação (SFH) é uma modalidade que o banco oferece com regras mais flexíveis e juros mais baixos, mas com uma condição: a entrada mínima costuma ser 10% a 15% do valor do imóvel. Isso é menos que os 20% a 30% do mercado convencional. A desvantagem é que o valor financiado tem limites definidos por portaria, então serve mais para apartamentos nas faixas de preço mais acessível em São Paulo.

Existe também o SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), que é mais liberado quanto ao valor do financiamento, mas aí a entrada volta a ser mais alta e os juros também. A escolha entre um e outro depende do seu perfil de renda, do valor do imóvel que você quer comprar e da sua situação com o FGTS.

Custos adicionais alem da entrada

Aqui é importante você entender que a entrada é só o começo. Quando você vai comprar um apartamento em São Paulo, tem o ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), que é 3% do valor do imóvel em São Paulo. Tem a taxa de registro no cartório, que fica em torno de 1,5% a 2%. Tem a avaliação do imóvel que o banco cobra para liberar o financiamento.

Se o imóvel está em uma construtora, tem taxa de corretagem que pode ser cobrada. Se é um imóvel pronto, pode ter também inspeção técnica, seguro do imóvel enquanto está sendo construído se é na planta. Tudo isso junto pode somar facilmente entre 8% e 10% do valor do imóvel em custos extras. Por isso, quando você faz as contas, não pense só na entrada, mas no total que você vai precisar desembolsar.

Como saber quanto entrada voce realmente pode dar

A regra básica que os bancos usam é a seguinte: sua prestação do imóvel (financiamento + condomínio + IPTU) não pode ultrapassar 30% da sua renda mensal bruta. Se você ganha R$ 5 mil por mês, sua prestação total não pode passar de R$ 1,5 mil. A partir daí, o banco calcula quanto você consegue financiar e, consequentemente, quanto de entrada você precisa ter.

Se você quer dar menos entrada, você precisa ganhar mais, porque a prestação do financiamento sobe. Se você dá 20% de entrada e financia 80%, a prestação mensal é mais alta do que se desse 40% e financiasse 60%. Então não é só sobre ter o dinheiro, é sobre encaixar a prestação no seu orçamento mensal. Faça simulações com o banco para entender melhor suas opções.

A entrada em imoveis na planta versus imoveis prontos

Na planta, as construtoras costumam oferecer condições diferentes. Algumas aceitam entrada menor (até 15%) se você financiar o resto. Outras deixam você parcelar a entrada durante a obra, dividindo aqueles 20%, 25% em várias parcelas ao longo dos meses. Isso dá mais fôlego, porque você não precisa ter todo o dinheiro pronto no dia da assinatura.

Em imóvel pronto, é mais tradicional: você negocia a entrada, paga e pronto. Aqui em São Paulo a maioria das negociações acontece entre 20% e 30%. A vantagem do imóvel pronto é que você já vê o que está comprando e não corre risco de atraso na entrega ou mudança de projeto.

A entrada típica em São Paulo fica entre 20% e 30%, mas existem alternativas como FGTS e linhas de financiamento que permitem começar com menos, desde que sua renda suporte a prestação mensal.

Perguntas frequentes

Posso comprar apartamento em Sao Paulo com menos de 20% de entrada?

Sim, é possível com FGTS, programas habitacionais ou SFH, onde você consegue fazer com 10% a 15%. Mas isso depende de aprovação do banco e da sua renda mensal. Quanto menor a entrada, maior a prestação do financiamento.

ITBI e outros custos sao pagos alem da entrada?

Sim, completamente separado. ITBI, cartório, taxa de corretagem e outras despesas saem do seu bolso além da entrada. Em São Paulo, conte com aproximadamente 8% a 10% do valor do imóvel em custos adicionais.

Se nao tenho a entrada toda, qual e minha opcao?

Você pode usar FGTS para reduzir o valor, buscar imóvel na planta onde a entrada é parcelada, ou aumentar sua renda para que o banco financia um percentual maior. A aprovação sempre depende da análise do banco sobre sua capacidade de pagamento.

A entrada que dou agora reduz os juros do financiamento?

Sim, quanto maior a entrada, menor a taxa de juros que o banco oferece, porque o risco para o banco diminui. Uma entrada de 40% tem taxa bem melhor do que uma entrada de 15%.

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